Dai galera, aqui vai o meu trabalho final de Seminário I, para quem estiver afim de dar uma conferida… hehehe
Não há como negar que vivemos na era da informação, essa denominada de internet, sendo ela a principal forma de jorramento informação, deixando todo o mundo interligado em rede, tudo isso devido ao grande avanço tecnológico. Com a era da internet houve uma aproximação dos povos, de suas culturas, tornando-a uma gigantesca ferramenta de informações. Dessa forma a internet desencadeou a possibilidade de muitos construírem e cultivarem a cultura, com resultados muito além dos limites locais. Lawrence Lessig acredita que esse poder mudou o mercado de criação, assim como o cultivo da cultura em geral, ameaçando dessa forma as indústrias de conteúdos estabelecidos.
A chamada era da internet, também pode ser chamada de era da participação, permitindo que milhares de indivíduos e pequenos produtores criem conjuntamente produtos, TAPSCOTT & WILLIAMS, tratam desse assunto como “as armas de colaboração de massa”. Com esta colaboração de massa, na mídia e nas indústrias de entretenimento, a economia é que parece ficar de cabeça para baixo, pois os grandes produtores, dotados de credenciais de profissionalismo, dividem seus trabalhos com meros criadores amadores, dotados apenas de conhecimento.
Com essa nova onda Wikinomics, diversas empresas passaram a entender essa nova regra e estão criando marcas globais aproveitando as oportunidades que surgem. Essa revolução traz dados capazes de apavorar grandes marcas. Dados estes, se tornam prelúdio de uma grande mudança no cenário global, abrindo dessa forma oportunidades para empresas criarem suas comunidades, oferecendo produtos e serviços que supram realmente as necessidades das pessoas e seus desejos.
O computador se tornou um instrumento global, já somos capazes de afetar a realidade externa à internet apenas por estarmos online. Surge um cenário em que dados estão cada vez mais disponíveis, apenas esperando algoritmos que os relacionem. Essa é a razão de não existir mais uma grande moda e sim varias tendências, formando comunidades e “tribos”.
O grande acesso que temos à informação só faz com que aumente o nosso conhecimento como consumidores, podendo dessa forma nos mobilizar de uma forma que poderemos melhorar e alterar produtos, além de serviços criados por empresas. Um exemplo que podemos citar deste caso é o iPhone, que foi desbloqueado em duas semanas e a cada release novo este intervalo desbloqueio cai ainda mais. Tanto que a comunidade anuncia em seu site oficial a seguinte frase: “jornalistas, não temos um líder oficial.”
Toda essa troca de informações se torna um grande desafio para as empresas, pois os mercados estão ficando cada vez mais informados, organizados e inteligentes. Os consumidores hoje em dia acabam muitas vezes tendo mais informações sobre determinados produtos que os próprios fornecedores, com isso o discurso das empresas de agregar valor ao produto começa a se tornar um tanto antiquado.
As pessoas não recebem mais as informações estáticas, sentadas em uma poltrona na sala em frente à tela azul da televisão, mas sim via internet, de forma dinâmica, onde é possível sanear todas suas duvidas sobre determinado produto, além de poder emitir opiniões para milhares de pessoas, quer sejam positivas ou negativas. Com isso a lealdade a marca, sonho de toda a empresa, está sendo renegociada com velocidade extraordinariamente rápida, pois não se pode esquecer que os mercados estão cada vez mais inteligentes e lealdade a marca demanda de relacionamento entre consumidor e fornecedor.
TAPSCOTT & WILLIAMS, falam que a criação de produtos realizada por consumidores soa como uma proposta em que todo mundo sai ganhando, pois os clientes recebem mais do que eles realmente querem e as empresas recebem P&D de graça. Deixando com único problema para as empresas, é que à medida que as comunidades aumentam, elas (empresas) enfrentam escolhas cada vez mais difíceis de interagir com elas.
As empresas que aproveitam a criação de produtos realizados por consumidores têm, como maior dilema correr o risco de canibalizar seu modelo de negócios e perder o controle de sua plataforma. Já uma empresa que luta contra seus usuários, além de manchar sua reputação, também isola uma valiosa fonte de inovação em potencial.
Apesar de os clientes hábeis para poder modificar os produtos hoje serem a minoria, as empresas já se preparam, pois daqui a alguns poucos anos, quando a grande maioria ter amplo conhecimento da tecnologia, as empresas não terão como lutar contra todos os seus clientes, deixando assim prevalecer as mudanças feitas pelos clientes.
A web é sem sombra de duvidas o local de maior amplitude de criatividade de clientes, onde exibem seus trabalhos, sejam através de músicas, vídeos amadores, histórias e fotos que fluem através de blogs, site de televisão via internet, podcasts, wikis. Toda essa evolução acabou colocando as empresas de mídia em guerra com seus clientes, pois indivíduos com opinião formada podem influenciar os planos da mídia, onde sites que trabalham com publicidade, podem e devem abocanhar uma parte significativa da receita que deveria ir para os conglomerados da mídia.
Aquela antiga idéia que a criação junto com o cliente era simplesmente colaborar com eles para haver uma customização de bens, serviços e experiências enquanto era criado um mercado para seus produtos está no fim. Agora terás que ouvir seus clientes e realizar concursos de projetos ou algo semelhante, para poder deixar seus clientes mais leais e empenhados em compartilharem SUS capital intelectual gratuitamente. Uma idéia é dar como troca a possibilidade de que os clientes comas melhores idéias o poder de opinar de uma forma direta no que é produzido.
Essa seria uma das possibilidades de colocar a empresa no centro da co-criação, onde eles definiram os parâmetros de quando e em quais produtos os clientes poderão inovar. Pois da idéias enviadas gratuitamente só as melhores serão escolhidas, ficando dessa forma com todas as propriedades intelectuais.
A maioria dos clientes não vai ficar de acordo, pois eles não se importam se as atividades fazem vocês ganhar dinheiro, o que eles realmente querem é um produto melhor, e talvez até uma parte dos lucros.
Abração.
Rafael de Andrade (Japa)